o labirinto (o de Creta, dizem, coube depois numa moeda; a moeda, num bolso; o bolso não foi mais visto) perfeito (como um crime) é (por enquanto) uma (a que sobrou) linha (de pesca: do outro lado, algo puxa) reta.
o labirinto (Ariadne, para me salvar, esticou o fio, e o fio teso, aprendi naquela noite, é a planta baixa de um corredor) perfeito (a língua chama assim o que acabou e ninguém desconfia do elogio) é (o verbo também caminha, também não alcança o predicado) uma (repartida sem fim, ainda dá para todos) linha (de varal, atada entre mim e ti, a roupa vai secando no caminho) reta (como a que ficou, certa noite, no monitor: perfeita).
o (artigo definido, a menor porta da língua, por ela supõe-se que eu e tu já entramos no mesmo labirinto. ver, porém, a nota do professor A., que dedicou à palavra a cátedra e depois a vida (1911–1979), sustentando que todo artigo é ruína de um nome maior, gasto pelo uso como uma soleira (para a soleira, cf. o volume II, que não chegou a começar; para o volume II, cf. a viúva, que guardou as fichas numa caixa de sapatos (os sapatos eram 41 e continuam andando (a tartaruga, a essa altura, já ia na frente (para alcançá-la, ensinam, cumpre primeiro alcançar o ponto de onde ela partiu, e antes a metade desse caminho, e antes a metade da metade (há quem resolva andando; o andar, ver acima, ainda não começou (propôs-se o salto; foi indeferido (entre o pé e o chão descobriram-se comissões (a primeira reunião fixaria o início dos trabalhos; abriu-se, porém, com a leitura da ata da reunião anterior (lembrando agora que a rigor, antes do artigo caberia um estudo sobre o dedo que aponta (e antes do dedo, a mão (e antes da mão, a distância que a mão atravessa para apontar (assunto, aliás, do labirinto (que ainda não comecei a dizer (para dizê-lo eu precisaria alcançar a palavra seguinte, que está logo ali, a meio passo (antes do meio passo, porém, convém (